
Pra começar de verdade minhas postagens, quero dizer que não respeitarei tempo cronológico.Deixarei minha memória falar por mim e qnd tiver afim de contar alguma coisa vou contar hahuahuahuah!!!!!
Hj especificamente quero lembrar do "edificio chamado 200", uma peça de teatro que fiz em 2006 no Festejac, o festival estudantil da minha cidade natal, Jacutinga.
E neste festival, eu e meu grupo ganhamos como melhor peça, melhor cenário e eu ganhei como melhor ator!!!Foi a maior emoção.O festival ia ser em outubro e nós começamos a ensaiar aproximadamente em abril, ou seja, 7 meses de ensaios constantes pra fazer o melhor lá em cima.A peça se passa num apartamento de classe média baixa no Rio de Janeiro onde moram Alfredo Gamela e sua noiva Karla.O problema é que Gamela não gosta muito de trabalhar e é fanático por futebol e loteria esportiva, critica muito o trabalho no Brasil e sonha em ganhar na tal loteria esportiva pra ter uma vida melhor, sem necessidades.
Além de todas essas caracteristicas, Gamela é muito galinha e assim que uma antiga namorada aparece no seu apartamento, ele a acolhe prontamente.Seu nome é Ana e é uma "ex-prostituta".
Para o desgosto de Karla, Ana permanece no Apê e as discussões apenas aumentam.Pra piorar, Gamela quer utilizar o unico dinheiro disponivel para jogar na loteria e as duas não querem, mas cedem ao final e dizem que vão jogar.
Enquanto isso Gamela é recebido por um Etezinho, o Bororó, que diz ter certeza do resultado da loteria que o deixará rico.Ele confia plenamente no novo amigo mas nem desconfia de que as duas não fizeram o prometido.Quando as duas descobrem que o resultado que Gamela tinha dito ser o certo faria realmente Alfredo rico, elas querem morrer e Gamela também as quer matar.
A peça continua com uma longa discussão sobre o que farão agora e no final Gamela, como culpa as duas e querem que elas virem prostitutas pra devolver o dinheiro,fica sem ninguém.
O mais interessante de tudo, foi a nossa união em ensaiar, treinar interpretação, ir atrás de cenário, figurino, sonoplastia e tudo o mais com a maior dificuldade mas com muito prazer e amor pelo teatro.
Algumas muitas coisas engraçadas aconteceram também:Lembro que ensaiávamos no porão de uma das atrizes e lá era pequeno, empoeirado mas nos divertíamos pra caramba.
Fora no dia da peça que eu quebrei a cama, quebrei um prato que seria usado na peça, cortei meu pé no vidro durante a peça.A atriz que fez a Karla caiu de verdade no palco, uma atriz um pouco antes da peça começou a chorar muito de nervoso.
A platéia com certeza foi a mais animada de todo o festival, ria de tudo, dos palavrões, dos gestos, das insinuações e tudo o mais.
Lembro como se fosse hoje a satisfação de acabar a peça e todos virem te parabenizar, te homenagear dizendo que você se saiu muito bem.
Eu e todo o elenco estávamos exaustos mas mais felizes que quaiquer pessoas ali e eu tenho certeza que tanto eu como todos que de alguma forma fizeram com que esta peça desse certo vamos levar pra sempre muitas boas lembranças deste período especialíssimo em nossas vidas.
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